“Bridget Jones: Louca pelo Garoto” é sobre luto e recomeços
- Maurício Neves
- 13 de fev.
- 3 min de leitura
“Bridget Jones: Louca pelo Garoto” é a quarta sequência da série de filmes sobre Bridget Jones, sendo a continuação de O Bebê de Bridget Jones (2016) e também baseado no romance de 2013 de Helen Fielding. Dirigido por Michael Morris a partir de um roteiro escrito por Fielding, Dan Mazer e Abi Morgan, o longa conta com um elenco estrelado por Renée Zellweger, Chiwetel Ejiofor, Leo Woodall, Jim Broadbent, Isla Fisher, Colin Firth e Hugh Grant.
Com estreia marcada para o dia 12 de fevereiro de 2025 nos cinemas brasileiros, fomos convidados pela Universal Pictures para conferir antecipadamente a produção, a qual é a primeira da série a ser dirigida por um homem. Confira a seguir o que achamos.

Enredo
Quatro anos após a morte de Mark (Colin Firth), Bridget (Renée Zellweger) agora cuida sozinha de seus filhos, Billy e Mabel. Vivendo o luto, Bridget é encorajada pelos amigos a voltar a namorar. Após entrar em um aplicativo de relacionamento, ela precisa conciliar trabalho, vida amorosa e as obrigações domésticas e maternas.

Roteiro
O filme começa com Bridget atrapalhada em casa, cuidando dos dois filhos enquanto se arruma para um encontro. Enquanto isso, Daniel, que deveria cuidar das crianças, está em um show de stand-up onde o flerte do momento se apresenta.
Ao chegar no local do compromisso, Bridget cruza com Mark, revelando ao público, por meio de sua narração, que ele faleceu quatro anos antes. Na festa, uma reunião entre amigos, os mais íntimos debatem sobre o fato de Bridget estar na meia-idade, solteira e ainda em luto.
A produção retrata com maestria a rotina de alguém em luto, com dificuldades para recomeçar, apesar do desejo de fazê-lo. Apesar de todos os esforços, Bridget se sente um fracasso, especialmente como mãe, já que muitas vezes perde o controle de seus filhos.
O longa aborda principalmente os desafios de ser uma mãe solo e a pressão de retomar uma vida “normal”, muitas vezes imposta por outras pessoas. Bridget se acomoda à sua rotina, a ponto de levar as crianças de pijama para a escola, o que se torna motivo de piada entre os colegas delas.
No entanto, tudo muda quando ela conhece Roxster, seu novo interesse amoroso, bem mais jovem. Sua amiga, com o intuito de tirá-la da zona de conforto, baixou o Tinder no celular de Bridget. É lá que Roxster a encontra após um encontro inusitado em um parque — onde Bridget subiu em uma árvore com os filhos e, depois, não conseguiu descer.
Gradualmente, Bridget começa a se reencontrar: volta a se cuidar, retorna ao trabalho (onde continua sendo uma excelente profissional) e, em casa, conta com a ajuda de Chloe, sua nova babá. Exceto Bridget, a maioria dos personagens não recebe um grande desenvolvimento, até porque a narrativa é centrada na perspectiva dela.
O filme chega ao terceiro ato com algumas reviravoltas, mas nada que surpreenda o espectador. Ainda assim, Bridget poderia ter permanecido com sua primeira escolha. O longa é emocionante, maduro e apresenta uma nova visão do universo dessa personagem que nos cativa há 30 anos.

Elenco
Renée Zellweger brilha como sempre e demonstra total domínio da personagem que interpreta desde 2000, desta vez mesclando a autenticidade de Bridget com um toque de vulnerabilidade.
Hugh Grant e Emma Thompson, apesar de participações menores, se destacam com suas atuações carismáticas e peculiares. Embora o filme comece com Mark Darcy morto, Colin Firth faz uma breve aparição, despertando a saudade dos fãs pela sua presença nas obras anteriores.
Chiwetel Ejiofor e Leo Woodall são as novas adições ao elenco, interpretando os novos interesses românticos de Bridget. Apesar de seus personagens serem interessantes, não há muito tempo dedicado ao desenvolvimento de ambos.
Vale destacar também Isla Fisher, cuja participação é tão breve que, se você piscar, pode perder.

Considerações
O quarto filme da franquia chega sem muita divulgação, e muitos podem até questionar se mais uma sequência era necessária.
Embora seja uma das parcelas mais diferentes da franquia, isso não significa que seja a pior — muito pelo contrário. O filme aborda o luto de maneira delicada e bela.
Apesar de Bridget agora ser uma mãe viúva, ainda conseguimos reconhecer muitos traços que ela demonstrava no primeiro filme, principalmente o lado estabanado e genuíno que faz tantas pessoas se identificarem com ela.
No fim, Bridget Jones: Louca pelo Garoto é sobre encontrar conforto ao lado de quem sempre esteve por perto. É uma história que nos traz nostalgia e a sensação de reencontrar velhos amigos.
Definitivamente, é uma sequência que marcará os fãs da franquia e deixará lágrimas nos olhos e a sensação de “quero mais” quando os créditos subirem.
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