Máquina Do Tempo: a sagacidade à frente do seu tempo
- Cauê Martins
- 8 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de mar.
A convite da Pandora Filmes, assistimos antecipadamente ao filme Máquina do Tempo, que estreia dia 13 de março nos cinemas. Vem saber o que achamos!
Sobre a teoria e a prática
Londres, 1941, você e a sua irmã, agora órfãos, acabam por criar uma complexidade tecnológica à frente do seu tempo, um dispositivo capaz de interceptar ondas eletromagnéticas vindas do futuro. Como usufruir de tamanho poder diante de um calamitoso cenário global corroborado pela 2° Guerra Mundial? Esse é o questionamento que “LOLA” (mais conhecido como “Máquina do Tempo” no Brasil) faz.
Gravado em preto e branco e utilizando equipamentos da época (como uma Newman Sinclair de 35mm!), a obra nos imerge no caótico cenário em que Londres se encontrava quando inserido na guerra. Precariedade e esperança era o que cercava um povo mergulhado no âmago dos conflitos mundiais.
Pensando nisso, e, posicionadas frente a um órgão nacional que as querem como ajudantes, as irmãs Thomasina e Martha, que temem enfrentar a forte pressão política vigente na época, acabam por tomar decisões que terão forte impacto em seu presente e futuro.

Nossas impressões
A obra consegue transmutar entre diferentes gêneros, e é aí que mora o grande ponto chave do filme, nesse contradizente futuro-presente que nos faz ficar distante de qualquer conclusão sobre o final da obra, induzindo assim, um sentimento de confusão, gerado a partir de diferentes visões sob as peças centrais do longa.
Entretanto, o filme peca ao inserir os seus personagens de uma forma um tanto quanto rasa, ao focar tanto em um enredo e uma montagem tão específicas e únicas, acabam por não humanizar o suficiente o que deveria ser o principal laço conectivo espectador-obra na trama. Não conseguimos nos conectar de forma sincera com nenhum deles, impactando negativamente na experiência do filme como um todo.

Em suma, LOLA é um filme que entretém até certo ponto, o estilo found-footage nos insere no filme como um espectador ativo, estamos na ação, somos atingidos. A fotografia preta e branca gravada em uma 35mm surpreende demais com tamanha beleza vinda de décadas atrás. Apesar disso, a falta de conectividade com os personagens acaba por pesar demais na experiência, em determinado ponto, as consequências para eles acabam por ser só mais um acaso na história, sem nenhum impacto real ao telespectador. No geral, a obra é uma ideia interessante, porém, realizada de uma forma desconexa e corrida demais.
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