Mickey 17: chegou a hora de Robert Pattinson voltar a brilhar
- Maria Tosin
- 5 de mar.
- 3 min de leitura
A convite da Warner Bros., assistimos antecipadamente “Mickey 17”, novo filme de Bong Joon-ho, diretor de Parasita, ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2020. A produção estreia dia 6 de março nos cinemas, mas você já pode conferir o que achamos!
O enredo

A produção acompanha a vida de Mickey, que por conta de uma dívida resolve se inscrever para uma expedição humana que pretende colonizar um novo planeta, chamado de Niflheim. Mickey pode ser chamado de cobaia, pois sua função é descobrir como o novo planeta funciona e levar informações até a nave, para isso, ele morre diversas vezes e a cada morte um novo Mickey é impresso e suas memórias inseridas.
O roteiro
Inicialmente há uma breve apresentação da vida de Mickey na Terra, muito breve mesmo, logo já somos convidados a acompanhar sua jornada na nave em direção ao planeta Niflheim, entendemos então quem é Mickey, para que ele serve, quem são as pessoas que fazem parte do seu círculo na nave. Bong Joon-ho não economizou no tom cômico escondido de crítica, algo que ele fez brilhantemente em Parasita e manteve em Mickey 17, há cenas hilárias que nos mostra um lado cômico de Robert Pattinson que nunca tivemos acesso, já que seus personagens nos cinemas sempre foram sempre carregados de melancolia e mistério, como em The Batman (2022).
O filme ganha uma reviravolta quando Mickey percebe que há dois dele, Mickey 17 e 18, Mickey 18 parece carregar toda a raiva e a mágoa de todas as versões anteriores, enquanto Mickey 17 é a versão sentimental e ingênua, ou seja, um completamente diferente do outro, o que traz ainda mais cenas que geram gargalhadas no cinema.

O objetivo do roteiro é claro, deixar uma pulga atrás da orelha sobre o avanço da inteligência artificial e o que isso pode nos afetar futuramente, nem toda ideia brilhante surgiu para fazer o bem, há interesses escondidos, principalmente entre os mais ricos. O mais interessante no enredo é que apesar de Mickey ser sim o protagonista, outros personagens também têm seu destaque na trama e servem boas cenas, como Bento, amigo de Mickey na Terra que também embarca na nave, Nasha, o par romântico de Mickey, Kenneth, o ditador que pretende dominar o novo planeta, e Gwen, esposa de Kenneth, que tem um parafuso a menos.
O elenco
É claro que todos os olhares estão voltados para Robert Pattinson, sou suspeita para falar, mas sempre gostei de seu trabalho, estava ansiosa para conferir uma nova versão do ator em Mickey 17 e ele conseguiu entregar, suas expressões e suas mudanças de voz revelam o quão difícil foi interpretar esse papel, que não deixa de ser em dobro, já que teve que atuar com ele mesmo. Steven Yeun, interpreta Bento, e tem uma boa atuação, o ator de Treta, Minari e The Walkind Dead está cada vez mais ganhando espaço em Hollywood.

Naomi Ackie, interpreta Nasha e desde Pisque Duas Vezes vem recebendo elogios por seus trabalhos, em Mickey 17 ela serve algumas cenas hilárias. Mark Ruffalo parece estar interpretando o mesmo papel desde Pobres Criaturas, dando vida a um personagem muito caricato e fácil de ser odiado pelo público. Toni Collette, interpreta Gwen, e faz um bom uso de seu pouco tempo de tela.
Nosso veredito
Mickey 17 é um filme inteligente e cômico, ao mesmo tempo que diverte nos faz refletir depois de sair da sala de cinema. A produção pode dar a Robert Pattinson a chance que ele precisa para ser notado pela academia e premiações importantes, já que já participou de outros filmes que foram notados. Bong Joon-ho nos presenteia mais uma vez com um roteiro brilhante e cheio de surpresas.
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