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O Brutalista: a duração do filme é o que te leva a uma jornada extraordinária

  • Foto do escritor: Maria Tosin
    Maria Tosin
  • 18 de fev.
  • 3 min de leitura

A convite da Universal Pictures assistimos antecipadamente ao segundo maior indicado ao Oscar 2025, O Brutalista, que chega aos cinemas no dia 20 de fevereiro e chama a atenção por sua longa duração, a produção tem 3h35 e contará com intervalo no meio do filme. Vem saber o que achamos! 


O enredo 

O Brutalista: a duração do filme é o que te leva a uma jornada extraordinária

A produção acompanha o arquiteto visionário László Tóth, que foge da Europa depois da Segunda Gerra Mundial e chega aos EUA para reconstruir sua vida, carreira e casamento. Sozinho, Tóth se estabelece na Pensilvânia, onde um rico e proeminente industrial reconhece seu talento. 


O roteiro

Sim eu sei que ao saber que o filme é sobre um arquiteto e tem duração de 3h35, você pode perder a vontade de assistir, mas eu garanto, vale a pena e você nem vai sentir as mais de três horas de filme. Além disso, as sessões no Brasil vão contar com um intervalo após 1h40 de filme, que ajuda e muito na sensação de cansaço que pode surgir, é como se você entrasse em um novo filme de apenas 2h.

Logo no início a produção contextualiza a fuga e a chegada de László aos EUA, ele então é acolhido por um amigo que possui uma loja de móveis, certo dia o filho de um empresário entra em contato, pois gostaria de um projeto para a biblioteca de seu pai, é aí que dá início a uma relação longa e conturbada, cheia de altos e baixos entre László e o empresário Harrison. 

O Brutalista: a duração do filme é o que te leva a uma jornada extraordinária

O roteiro procura aprofundar a história de László, sem pressa alguma e sem tornar sua história entediante, muito pelo contrário, o roteiro é muito cuidadoso com cada informação sobre László, fazendo-nos acreditar que aquele roteiro seria adaptado e não original, mostrando as dificuldades dos imigrantes e o lado cruel e sombrio dos americanos que viram o talento de László e quiseram se aproveitar dele para inflar seu ego, a verdade é que os imigrantes nunca foram vistos como pessoas comuns ou iguais aos americanos e isso o filme deixa bem claro.


Se você nunca foi fã de arquitetura, pode ser que depois de assistir ao filme você queira se matricular em um curso, a produção retrata a profissão de forma surpreendente, e se você ama arquitetura, vai adorar mais ainda a área.


O que menos me agradou foi o desfecho da história, apesar de eu achar que ele é essencial para dar ainda mais sentido a história de László, estava esperando algo completamente diferente.

O elenco 

Quem interpreta László é Adrien Brody, que já tem uma estatueta do Oscar, que ganhou em 2003 pelo filme O Pianista, agora o ator retorna a premiação na categoria de Melhor Ator com O Brutalista. É inegável o talento de Adrien Brody, acredito que a escolha dele para o papel foi devido a vários fatores, incluindo sua aparência, seu nariz é citado em várias cenas, trazendo contexto a sua história. Sua interpretação é brilhante, considerando o nível de dificuldade de diversas cenas, incluindo as cenas com participação de Felicity Jones, que interpreta Erzsébet Tóth, mulher de László, os dois entregam cenas intrigantes durante o longa, dando tudo de si para uma cena perfeita. Guy Pearce, Joe Alwyn e Raffey Cassidy também têm papel importante na trama e mantêm um nível alto de atuação, transformando o conjunto da obra em uma ótima escolha.

O Brutalista: a duração do filme é o que te leva a uma jornada extraordinária

E o Oscar vem aí?

Ao todo O Brutalista está indicado a 10 categorias no Oscar 2025, incluindo a de Melhor Filme, na minha visão a produção merece a estatueta de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Ator. A produção tem uma ótima qualidade, com uma experiência extraordinária, mas na minha opinião não é melhor do que outras produções indicadas, como Conclave, Anora e é claro, Ainda Estou Aqui.


Nosso veredito

O Brutalista conta de forma sensível a história de mais um refugiado de guerra, mas desta vez trazendo uma visão diferente, a fotografia é satisfatória, mas a história está longe de ser feliz, é uma história de muita dor e sofrimento que vai tocar a todos no cinema. Com certeza vale a pena assistir! 


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