Os esnobados do Oscar 2025
- Equipe Pippoca
- 22 de fev.
- 5 min de leitura
Todo ano temos aquela seleção de filmes que são tão bons que deveriam estar no Oscar, mas foram esnobados pela academia. Vem conferir quais foram os esnobados do Oscar 2025 de acordo com nossos redatores!
Rivais
Redatora: Maria Tosin

A produção acompanha Tashi, uma tenista que após se lesionar teve que desistir de sua carreira no esporte, ela então conhece os amigos Art e Patrick, e acabam formando um triângulo amoroso.
Não podemos negar que o diretor Luca Gradagnino nos presenteou com ótimos filmes em 2024 e 2025, entre eles Rivais e Queer. Na minha opinião, Rivais é o filme que mais merecia indicação, seja pela montagem, trilha sonora, atuações e até mesmo direção, mas infelizmente foi esquecido.
Amigos Imaginários
Redatora: Tatiana Lousada

O filme conta a história de uma garotinha que volta a morar na casa da sua avó e lá começa ver alguns personagens, que na verdade são amigos imaginários que já não tem mais amigos no mundo real pois seus amigos reais cresceram. Ao longo do filmes, vemos ela e mais um amigo tentar ajudar esses amigos imaginários a acharem as suas antigas crianças.
A história é muito fofa e merecia estar concorrendo a efeitos especiais, pois todos os personagens são muito bem feitos, e na área da atuação também tivemos ótimos atores dentro de cena, como Ryan Reynolds, John Krasinsk, entre outros.
Queer
Redatora: Nathália Correia

William Lee é um expatriado americano que vive na Cidade do México após ser dispensado da Marinha. A solidão é camuflada por noites de bebedeira e boemia, acompanhado de universitários e outros veteranos dispensados após a guerra. Porém, verdades e sentimentos vêm à tona quando Lee conhece Eugene, um ex-soldado que desperta uma paixão intensa e transformadora no homem.
A atuação de Daniel Craig definitivamente merecia maior reconhecimento. O ator consegue provar que seu talento não se restringe apenas ao gênero de ação, dando vida a personagens que vão além de detetives e investigadores e suscitam emoções e reflexões fortes e intensas. Tal qual dito pela The Hollywood Reporter, “Daniel Craig deixa a sua marca” e, por isso, merecia uma indicação à categoria de Melhor Ator.
Deadpool & Wolverine
Redator: Marcos Silva

Sei que pode parecer estranho um filme desses aparecendo numa lista de prestígio do Oscar, mas me leia aqui por um segundo! O mercenário mais desbocado de todos chega ao MCU! Com uma premissa simples, Deadpool pula de universo em universo atrás do lendário Wolverine para salvar sua família e amigos da extinção. Juntos eles revisitam a era Fox, reencontrando personagens icônicos no meio do caminho, ao som de uma boa Madonna!
Para recuperar a audiência e interesse do público, o Oscar sempre busca tentativas de deixar a premiação mais pop, e esse longa poderia cumprir bem esse papel. A Academia adora filmes que fazem uma referência à própria indústria, e, não dá para negar o "boom" dos filmes de super-heróis sendo marco do cinema que girou grande parte da economia em momentos de crise. Os primeiros filmes dos X-Men pavimentaram caminho para a própria Marvel Studios poder dar vida ao seu universo cinematográfico, e esta importância não dá para apagar. Poxa, se um filme que se vende como representação latina, mas tem DNA europeu, concorre a Melhor Filme, por que não premiar um blockbuster realmente eficaz e que não ofendeu ninguém? (Fora o Justin Baldoni)
Babygirl
Redator: Cauê Noé

Babygirl é um thriller erótico que nos apresenta a vida de Romy Mathis (Nicole Kidman), uma CEO de uma renomada empresa que coloca toda a sua carreira e, sobretudo, família, em risco após começar um caso com o seu mais recente estagiário, Samuel (Harris Dickinson).
A obra é consideravelmente inovadora (se analisada dentro de sua proposta), porém, o que carrega toda a trama e o enredo no colo é a atuação impecável da já conceituada atriz Nicole Kidman, a qual deveria ter tido o seu lugar reservado na categoria de melhor atriz no Oscar. Ela transparece tudo que é sentido pela personagem com muito esmero, de uma forma deliberadamente estonteante; dor, desejo, tristeza e arrependimento são algumas das sensações que florescem e alavancam o brilhante trabalho da atriz.
Guerra Civil
Redator: Fabrizzio Laroca

Guerra Civil (Não, não é aquele da Marvel) é um drama bélico de ação da A24, que acontece em um futuro distópico (talvez não tão distópico assim), em um Estados Unidos devastado pela guerra. A história acompanha uma equipe de jornalistas que viaja o país atrás de contar o desfecho dessa história de guerra antes de todo mundo. O filme além de ter uma mixagem e edição excelentes, podia ter sido indicado por efeitos visuais e definitivamente valia uma indicação de Wagner Moura ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. O longa é intenso, profundo e te deixa na ponta da cadeira do início ao fim, vale muito a pena assistir e fica o questionamento: Por que será que um filme que fala sobre uma guerra política distópica nos Estados Unidos não teve nenhuma indicação às premiações?
Um Lugar Silencioso: Dia Um
Redator: Silas Castro

Os filmes de terror sempre foram esnobados nos Oscars, felizmente este ano isso não ocorreu com “A Substância” que recebeu suas merecidas indicações, porém sinto que o mesmo não pode ser dito sobre o prelúdio desta saga de John Krasinsk, que mesmo não sendo tão assustador quanto os filmes anteriores, ainda tem seu pézinho no lado assustador da 7ª arte.
O longa possui ótimos efeitos visuais e sonoros (que são a marca desta saga) e uma performance muito tocante e humanizada de Lupita Nyong'o que se destaca no papel de Samira, uma paciente terminal de câncer que tenta sobreviver ao ataque inicial dos alienígenas que possuem audição aguçada no meio de Nova Iorque, uma das cidades mais barulhentas do mundo. Além disso, claramente os atores Schnitzel e Nico mereciam indicações de Melhor Ator Coadjuvante pelas suas incríveis atuações no papel de Frodo, o gato de Samira no filme!
O Quarto ao Lado
Redator: Maurício Neves

Escrito e dirigido por Pedro Almodóvar, o filme é baseado no romance What Are You Going Through, de Sigrid Nunez, e estrelado por Tilda Swinton e Julianne Moore. A trama acompanha duas amigas próximas, enquanto uma delas enfrenta a decisão de dar fim à própria vida devido a uma doença terminal.
Reconhecido no Festival Internacional de Cinema de Veneza, no Hollywood Music in Media Awards, nos Prêmios Feroz e Prêmios Goya, a produção conquistou 8 estatuetas por Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Cinematografia. No entanto, sua bela fotografia, a impecável direção de Almodóvar, as incríveis atuações das protagonistas e sua delicada e comovente história não foram suficientes para levar o filme ao Oscar.
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