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Porque The Batman é um filme que você deve ver no cinema

  • Foto do escritor: Arthur Ripka Barbosa
    Arthur Ripka Barbosa
  • 3 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Recontar mais uma vez uma das histórias mais consolidadas da cultura pop e que vem sendo contada desde a década de 90 não seria uma missão fácil, ainda mais sem torná-la maçante e repetitiva. A verdade é que Matt Reeves conseguiu com destreza trazer uma nova roupagem para o Batman ao trazer elementos pouco explorados do personagem e pelo gênero de heróis.


O trauma ainda é a chave de tudo

A história de origem do Batman já é conhecida de cor e salteado por todo o mundo. Quando Matt Reeves anunciou que esse filme não traria a cena da morte dos pais de Bruce Wayne (Robert Pattinson), isso me deixou aliviado, pois não se faz necessário ver tudo isso de novo. Mas o trauma está presente em cada minuto do filme e a força motriz que leva o filme adiante. É o trauma de Bruce que é usado pelo Charada (Paul Dano) para afetar psicologicamente o herói, mas ele também é utilizado como um dos alicerces da ambientação e criação de Gotham desse universo.




O filme é um respiro para o gênero de herói

Falar de filmes de heróis é, muitas vezes, falar de uma mesma estrutura que é repetida sob diferentes roupagens. É a famosa fórmula Marvel, cujo objetivo é atingir todos os públicos possíveis, sendo aplicada em escala industrial. Apesar de garantir boas cifras, isso torna o gênero homogêneo e um alvo fácil de críticas. Em The Batman, Matt Reeves foge dessa fórmula e nos dá um filme policial noir, ao se inspirar em filmes como Zodiac de David Fincher e Chinatown de Roman Polanski. E ao trazer essa roupagem mais detetivesca e mais crua - até mesmo mais humana e menos heróica - ao Batman, Reeves consegue trazer esse lado muito marcante do personagem nos quadrinhos e que era pouco explorado no cinema.


As atuações são excelentes

Um dos pontos fortes são, sem dúvidas, as atuações que Robert Pattinson, Zoe Kravitz, Paul Dano e todo o elenco trazem nos seus papéis. Até por ser um roteiro mais pé no chão (e vale dizer que é mais realista que aqueles criados pelo Christopher Nolan e que ele se alonga mais que deveria), as atuações são favorecidas para que o público possa se conectar com os personagens. Pattinson traz um Batman e um Bruce Wayne recluso e que se acostumou com as sombras, sejam as literais ou as figuradas. Kravitz consegue passar a dualidade e os trejeitos da Mulher Gato em todos os momentos de tela. Mas quem se destaca é Paul Dano na pele de Charada. O ator consegue trabalhar todo o sadismo do personagem muitas vezes só pela sua voz e, quando aparece, rouba a cena para si.





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