Ruptura: segunda temporada eleva o jogo e crava seu lugar na cultura pop
- Marcos Silva
- há 7 dias
- 3 min de leitura
Se você não tem um amigo pedindo desesperadamente para você assistir Ruptura, então você é esse amigo! O fenômeno que ganhou popularidade no boca a boca está de volta na sua segunda temporada. Ruptura, da AppleTV+, não só superou as expectativas, mas foi ainda mais além. Confira algumas das nossas impressões sobre os novos episódios da série.

Lumon está ouvindo
Enquanto os internos tentam mandar uma mensagem para o mundo exterior, o conselho da Lumon corre para conter os danos do caos instaurado no final da primeira temporada. O objetivo agora é convencer a equipe de refinamento de dados a retornar ao trabalho pelo bem do futuro da humanidade.
Já nos primeiros minutos do episódio inicial, a série nos compensa a espera com uma cena de plano sequência incrível, com um jogo de câmeras preciso, enquanto acompanhamos Mark S. correndo pelos corredores da Lumon, tão desesperado por respostas quanto nós.

Agora que todo o debate filosófico sobre quem é você dentro ou fora do trabalho ficou estabelecido, é hora da série amadurecer ainda mais essa conversa e mergulhar fundo no âmago dos personagens.
Roteiro
Um dos grandes feitos de Ruptura é a solidez do seu roteiro. Seja em situações já conhecidas pelos personagens ou em episódios mais fora da curva (tipo a excursão maluca organizada pelo Milchick) a série constroi simbolismos inteligentes e anda em um ritmo próprio para fisgar a atenção do público.

Por exemplo, no meio da temporada, quando o roteiro alterna entre o passado de Mark e Gemma e os eventos do presente sem se apoiar em diálogos expositivos. Em vez disso, usa cenas pontuais que capturam a proximidade do casal, suas dinâmicas e os desafios que enfrentam juntos. O resultado é brilhante e poético, contando com transições de passado e presente que são CINEMA PURO!

E aquele final, hein? É como se o próprio Ben Stiller estivesse na cadeira do Mark S. refinando cuidadosamente as nossas emoções para entregar um desfecho impactante e angustiante. Mesmo usando um tom que emula o final da primeira temporada, não tem como deixar de lado como a tensão foi costurada durante o decorrer do episódio, pensando nos detalhes para criar ainda mais dualidade e profundidade para o futuro da série.
E que venham os Emmys

Agora na segunda temporada, Ruptura entra para o panteão de grandes séries aclamadas pela crítica e pelo público, assim como Game of Thrones ou Stranger Things. Um feito muito difícil para uma série tão densa e cheia de complexidades. Mas ela cria simbolismos tão únicos que acabaram sendo abraçadas pelo mainstream.
Poucas séries conseguem prender o público desde o primeiro episódio, equilibrando mistério e atmosfera com tanta precisão. Ruptura não apenas sabe o que entregar e quando revelar seus enigmas, mas constroi um universo tão envolvente que se mantém vivo na mente do espectador.

Ruptura segue como a maior série da AppleTV+ e carrega a missão de expandir sua história na terceira temporada. Construir um universo tão coeso, que opera sob suas próprias regras tal qual um organismo vivo, é um mérito do trabalho meticuloso de toda a equipe.
Acredito (e espero) que o futuro da série esteja em boas mãos e que subverta quando chegar ao seu desfecho. Seja qual for o rumo da trama, Ruptura já cravou seu nome na história da televisão com episódios impecáveis e um roteiro brilhante. Enquanto a Lumon perseguir seu propósito maior, estaremos lá para acompanhar!
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