The Alto Knights: Máfia e Poder - De Niro em dose dupla
- Fabrizzio Laroca
- 20 de mar.
- 3 min de leitura
Quando fomos convidados pela Warner Brothers Pictures para assistir ao mais novo filme de máfia protagonizado por Robert De Niro, a primeira coisa que eu pensei foi “Tem necessidade de mais um filme de máfia com De Niro? Será que O Irlandês, não é muito recente?”. Pois bem, o novo filme é dirigido pelo vencedor do Oscar Barry Levinson, conhecido pelos trabalhos em Rain Man (1988) e Mera Coincidência (1997) e surpreende de cara por uma peculiaridade. Quer saber mais? Vem comigo!
Sobre o enredo

Neste drama criminal baseado em fatos reais, De Niro interpreta Frank Costello, o chefão da máfia nos Estados Unidos. Frank é daqueles que chegam até o topo a partir da diplomacia, por contatos, lábia e capacidade de gerenciamento sem precisar usar de força bruta. Mas mesmo sem o uso de força bruta, Frank precisa tomar uma atitude quando Vito, seu melhor amigo de infância, manda um de seus capangas para matá-lo. Vito Genovese, que também é interpretado por De Niro!
Com essa tentativa de assassinato acontecendo logo nos primeiros tensos minutos de filme, tudo o que vem na sequência passa a contar brevemente sobre o passado desses dois velhos amigos e como as coisas foram acontecendo para que o conflito chegasse a esse ponto.
As estrelas do longa: direção e montagem
Contar uma história baseada em fatos reais, com tantos pormenores a serem contados em um filme de 2 horas é um desafio e tanto. E contar isso, de uma forma que faz a história acontecer com intensidade em grande parte do tempo é para poucos, desafio este que Barry Levinson e Douglas Crise carregam no bolso.
As cenas passam diversas vezes entre a narração de Frank, para uma cena do passado, conectando a um acontecimento presente, brincando com a linha do storytelling dessa história como quem sabe bem o que está fazendo.
O roteiro não suporta
Sabe aquela história de que a inteligência do personagem se limita até onde vai a inteligência do roteirista? Pois bem, parece que o roteiro não dá conta de sustentar as ideias e planos do personagem principal, executando-os sem ao menos um aviso prévio para a audiência. Parece que o plano surge do absoluto nada, quando nós vemos, o plano já está em seu momento de execução.
Sobre o elenco
Bom, primeiramente, é impossível falar sobre o elenco sem falar sobre Robert De Niro. O homem carrega os 2 personagens principais e antagonistas do filme, com uma distinção tão evidente, que eu demorei muito tempo para ter certeza de que não eram dois atores diferentes.

Frank é um homem pacífico, ardiloso, estrategista e diplomata. Enquanto Vito Genovese é irritado, inconsequente, uma verdadeira bomba relógio. Talvez isso tenha colaborado com a interpretação dos dois personagens, para que eles tivessem uma boa distinção na atuação, mas a verdade é que poucos conseguiriam contracenar consigo mesmos com a facilidade que DeNiro demonstrou nesse filme.
Mas para ser sincero, nenhuma outra atuação se destaca com muita força. Muito pelo contrário, alguns atores que interpretam mafiosos que aparecem durante o longa deixam muito a desejar no quesito atuação.
Nosso veredito

Não vá esperando um filme de ação, The Alto Knights: Máfia e Poder é sobre drama criminal, vá para o cinema esperando ver um filme de máfia, pois nesse quesito o filme entrega. Vale também uma menção honrosa ao design de produção. A história passa por várias décadas, deixando sempre evidente em que época a cena estava acontecendo apenas de forma visual, sem precisar dizer em nenhum momento. Bateu a curiosidade? Pois bem, O longa estreia hoje (dia 20 de março), vai conferir!
Comentarios